segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Assim escreveu Pablo Neruda: 
Saudade
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
- Eu te digo nobre Plabo Naruda!
Eu senti essa solidão, eu vivi esse tormento...
Meu amor ficou, mais o ser amado se foi, se foi sem ao menos me dizer porque.
Vive entre a angustia de dias que teimavam em não acabar.
Quantas foram as lágrimas, quantos foram os olhares para o horizonte... Olhares perdidos na busca do impossível. Essa tal saudade, essa dor que nos rompe a alma, que dilacera o peito e nos fazem tão menores... O adeus nos faz menos, o adeus sem voz.
Meu amigo eu digo que não importa ter nada, pois ter não ter, tanto faz...Eu só queria o amor déla. Ela que um dia me fez acreditar no amor... Mais como que em quase todos os casos de amores, ela  se foi... Foi e só deixou a saudade. Foi e deixou as lágrimas, e os dias, e as noites veio e me fez sentir o amargo pranto.
A saudade foi minha companheira, companheira que machucou. Eu chorei, implorei, pedi para que ela fosse embora, mais ela com sorrisos de malícia teimou em ficar. Teimou e ficou.
Então andei por vales desolados, o frio secou minha pele... E o tempo passou  e hoje, agora nesse momento ainda sinto essa saudade a me maltratar. E como todo mortal irei sobreviver a esperar um novo amor... Para quem sabe uma nova saudade a vir me atormentar... Pois como você mesmo disse saudade é para os que amam.

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