Eu uma vez amei demais.
Amei tanto, tanto, mas tanto que o amor nem cabia dentro de mim.O amor saia pelos olhos brilhando, pela boca cantando, pelas pernas tremendo, pelas mãos, suando. Eu não sabia que o único jeito de resolver essa situação era dando esse amor a menina amada.Mais como saber o que ela achava de mim? Na classe tinha mais de trinta alunos, na escola mais de quinhentos, no mundo sei la vai se saber são milhões. Como saber se ela iria se apaixonar justamente por mim que tinha me apaixonado por ela
Tive uma ideia vou trancar meu amor numa mala, puxa mais não tem como, nem sentando em cima do zíper ele fecha. Então resolvi me congelar, caramba mais meu amor é tão quente que fundiu o freezer, ate a tomada estourou, derrubou a energia do prédio, do bairro. Então resolvi sair pela cidade escura, só eu brilhando na rua, deixando minhas pegada por onde eu passava.
Estou pensando comigo, meu Deus o que eu faço.
Perguntei ao prefeito, ao amigo, ao mendigo que caminhava na rua, ate para santo expedito o santo das causas impossíveis eu perguntei. E todos diziam fala para ela do seu amor dizia todos sem pensar.
Mais eu não tenho coragem. Pois se ela não me amar? E se não aceitar todo amor que eu tenho para ela? Com certeza eu ia murchar que nem uvas passas, explodir que nem bexiga, e chorar ate meados de 5.500.
Então tomei uma decisão: já sei vou atirar meu amor ao mar. Um polvo vai se agarrar a esse amor louco, pois ele tem oito braços para abraçar, se tem oito braços porque ele não pode ter quatro corações para amar.
Eu sou apenas um pobre vivente que me apaixonei, e meu maior sentimento é esse, bendito amor. Já se faz meses que sinto esse amor. Esse amor tão grande mais tão grande, que já nem cabe mais dentro de mim. Então caminhei ate a praia, e sem pensar joguei meu amor mar adentro, mais o que eu não sabia, era que meu amor é bem maior que o mar. E esse amor fez o mar evaporar, então eu chorei e chorei tanto pela morte do mar que ate senti uma gota de água na ponta do meu nariz. Depois outra na orelha, e outra no dedão do pé. Era o mar misturado com amor que eu sinto que fez chover, do Saará a Maceió, choveu tanto que molhou a menina que eu tanto amo. E assim que a chuva tocou sua língua, ela saiu correndo para praia, pois já fazia meses que ela também sentia o mesmo gosto, o gosto de um amor tão grande, que nem cabia mais dentro dela. Mais por puro medo ela deixou o mar secar, fazendo deste amor um deserto de solidão.
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